quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Malandrinho da Estrada

Abandonado pelos pais, Malandrinho veio para o Rio de Janeiro ainda uma criança, onde conheceu uma cafetina em um cabaré da Lapa, essa mulher que sempre sofreu pelo fato de não poder ter filhos, o criou ensinando-o desde cedo
as malandragens da vida. Cresceu rodeado de mulheres, bebidas e drogas.
Amante da boa vida, acostumado a ter tudo do bom, as melhores bebidas, os melhores cigarros e claro as melhores mulheres. sempre muito galanteador tendo aos seus pés todas as mulheres que desejava.
Mais uma em especial Malandrinho se apaixonou se entregou mais nunca deixando de lado a malandragem. devido a isso, essa mulher o jurou de morte, justo a unica mulher no qual se entregou.
Durante um jogo de ronda em uma noite tranquila sob os arcos da Lapa, Malandrinho com seus 19 anos mais já considerado o rei da malandragem, rei do jogo de ronda e das mulheres, foi surpreendido. um tiro pelas costas foi o que aconteceu caiu um grande homem, “Malandrinho morreu”.

Zé Pretinho


Somente quem conhece esta Entidade pode contar sobre o imenso magnetismo que ela possui, como li em algum lugar a seu respeito uma vez a expressão ” essência carismática envolvente, sem se dar o luxo de ser vulgar” Sua presença inspira um ambiente leve, gosta de estar rodeado de pessoas, dá a cada um a sua devida atenção, e presenteia a cada um com a sua alegria , criando com o tempo uma grande família, pois ele mesmo diz que quem fala com ele uma vez, fala muitas vezes. É um enorme prazer para esta casa ter Seu Zé Pretinho entre nós, sempre alerta, por este Ilê, por seus filhos, e de quem mais procurar pelo seu Axé. Se os orixás que reinam nesta casa são a base de tudo, o hoje e o amanhã, seu Zé é o alicerce. Não existem palavras para expressar o que ele significa e a gratidão que sentimos, por ele e pelas outras Entidades não menos importantes que estão presentes em nossas vidas.

Malandrinho

O Malandrinho é uma das Entidades mais novas nos Terreiros de Umbanda. A origem desta falange está associada aos ‘discípulos’ de Zé Pelintra, o grande mestre do Catimbó (ritual afro-brasileiro comum no nordeste, especialmente em Pernambuco). No entanto, ele (o Malandrinho) nada tem a ver com Zé Pelintra, a não ser algumas semelhanças tais como: gosto pela boemia, os jogos, as mulheres (que tratam como rainhas) e a sabedoria de lidar com os problemas da vida e como sair deles.
As Entidades que compõe esta falange são na sua maioria, Espíritos que viveram na sua última reencarnação, situações de abandono familiar, e, não tendo como sobreviverem, fizeram da rua, a sua morada. Nela aprenderam a sobreviver e a se proteger. Alguns se tornaram ‘experts’ em jogos de azar como baralho, dados, ‘porrinha’ etc. Outros trabalharam em Cabarés, onde eram muito paparicados pelas ‘meninas’, que eles defendiam com unhas e dentes. E tem ainda aqueles que se tornaram ‘contadores de estórias’. Em troca de algumas doses de bebidas, cigarros e alguns trocados, contavam casos que tiravam da sua própria imaginação ou ainda situações que viveram.
Malandrinho é uma Entidade alegre, extrovertida, defensor dos mais fracos e principalmente dos desregrados. À esses, ensina que malandragem não é vadiagem. E sim, a arte de saber viver com ética e responsabilidade: O que se faz, deve fazer bem feito, caso contrário, vai pagar pelo erro. Não gosta de enganar as pessoas de bom coração. Mas com aquelas que se julgam muito espertas, ele ta sempre dando uma ‘rasteira’. Gosta de ouvir os problemas das pessoas que o procuram. Apesar de sua aparência jocosa, está sempre voltado à prática da caridade e da evolução espiritual de seus médiuns.
Em suas incorporações gosta de roupas leves e sem formalidades. As camisas estão sempre pra fora da calça. Se usar gravata, vai estar sempre com o nó afrouxado. Ou seja: ele gosta de se sentir livre para dançar e cantar em suas incorporações.  As cores das roupas são sempre em tons fortes ou estampadas. Sua bebida geralmente é a cachaça. Mas vemos em alguns Terreiros de Umbanda, Malandrinho bebendo cerveja ou batidas de limão (limãozinho). Está sempre descalço, pois gosta de sentir o chão que pisa.
Sua comida predileta é a farofa com linguiça e carne-seca assada na brasa ou frita. Existem ainda aqueles que apreciam na farofa, ovos mexidos.
As cores da sua ‘guia’ são o preto e o vermelho.
Usa charutos ou cigarros.
O baralho está sempre presente nos trabalhos do Malandrinho.

         Uma reza de Umbanda para o Malandrinho:

         “Quem disse que a rua não é lugar bom
           Não conhece Malandrinho e nem o seu coração.
           Moço da esquina e da ladeira
           Com ele eu subo e não desço
           Com ele firmo o passo
           E alcanço.
           Na rua deixo minha oferenda
           Pra quem nela sabe morar
           Malandrinho é morador antigo
           E só cobra de quem tem pra pagar.
           Quem diz que de tudo sabe
           Muito ainda tem que aprender
           Eu como sou aprendiz
           Peço a Malandrinho pra me valer.” (faça o pedido)

Malandro Miguel Camisa Preta


Vamos conhecer aqui um pouco da historia da vida, morte e reencarnação do malandro camisa preta, e também pedir proteção a ele através de uma forte oração.
Miguel Camisa Preta, era um boêmio das noites cariocas ,um amante da escola de samba da portela, sua vida e também morte se passou em Madureira não dispensava nenhuma “preta” como ele próprio diz, entidade nova esteve muitas vezes em rodas de samba de raiz do Cacique de Ramos, mais um lugar preferidos para as noites de carteado fora a favela do jacaré. Camisa Preta viveu até seus 44 anos teve um filho, e também uma esposa, além de varias amantes 
Era muito requisitado para resolver problemas nas comunidades que frequentava, e com isso tornou se amigo de muitos, mas por esse motivo também cobiçou a inveja em outros.em uma sexta feira de movimento na favela do jacaré ele bebia cerveja e jogava cartas em um bar dos becos do jacaré quando quatro homens o assassinaram pelas pelas costas.
 
Após feito sua passagem espiritual e não tendo se conformado com sua morte ,ele passou então a ser uma entidade ,passando a linha de malandros, por não ter se conformado com sua morte ele se vingou das pessoas que o traíram e matou cada um deles ,hoje sua missão é ajudar pessoas que se envolveram no trafico,pessoas que tem problemas com vícios de drogas e bebidas,afim de cada dia evoluir seu espírito.eleviveu aproximadamente entre os anos oitenta.
Para agradar esse malandro ou fazer pedidos , você deve por uma cerveja aberta ,juntamente com um cigarro e um prato de sardinhas fritas na porta de um bar de preferência nas sextas ou segundas feiras.miguel camisa preta é um malandro muito fino que gosta de ser tratado com coisas de boa qualidade,suas véstias são camisa de linho preta e calça de linho branca, usa também chapéu de cor crua de panamá, as vezes bengala, fuma cigarro de filtro amarelo e cerveja pra ele sendo quente ou gelada tem que ser Brahma.
 
Segue aqui uma oração principalmente as pessoas que andam na noite ,que passam por lugares perigosos, e também aquelas que querem se livrar de algum vício ou inimigo que queiram te fazer mal.
 
 

ORAÇÃO AO MALANDRO MIGUEL CAMISA PRETA

 
 
Miguel Camisa Preta , boêmio das noites de seresta,
Anda comigo nessa noite e em todas as outras e também nos dias,
pois por onde passo, pode ser que haja alguém que queira algo que eu tenho,
e tudo que tenho consegui com meu esforço.
peço perdão se não sou tão bom ainda quanto devia ser,mas em sua 
companhia
espero melhorar a minha vida, diga a Ogum, seu mestre, que abra meus caminhos.
que através de você eu possa me libertar de qualquer vício,
que eu seja malandro sim para me esquivar de assaltos, de balas perdidas
e que por mais que as vezes seja necessário passar por um lugar, que você me desvie do mesmo se neste houver perigo.
que você esteja sempre ligado á mim como meu guia!
Camisa Preta amigo, me guia me auxilia!!!
amém!

Seu Zé Pretinho, menino de Zé…


Seu Zé Pretinho é um guia com uma forte ligação com seu Zé Pilintra, digamos que foi acolhido por Seu Zé Pilintra e na espiritualidade carrega um grande respeito por ele, gratidão e muito afeto. No princípio de suas manifestações na Umbanda, este guia era muito confundido com Seu Zé Pilintra, chamado de forma errônea por ‘’Zé Pilintra moço’’, isso ocorria muito, porque este guia se trajava igual ao Seu Zé Pilintra, é uma forma de gratidão e admiração da parte dele para com o guia no qual ele respeita muito, Zé Pretinho teve autorização pra isso, e como ao chegar aos terreiros já era imediatamente chamado de ‘’Zé Pilintra’’, assim foi deixando, sem se sentir incomodado, pelo contrário, sentia-se até mesmo honrado em ser referido pelo nome de um guia do qual o acolheu na espiritualidade. 
Embora se perceba todo este contato entre ambas as entidades espirituais, a personalidade e individualidade de cada um é bem diferente, principalmente na manifestação. Zé Pretinho não traz a essência da Jurema, dos antigos cultos de catimbó como traz seu Zé Pilintra, e em sua última encarnação, Zé Pretinho era moço, viveu em épocas diferentes, não teve a mesma juventude e nem o desfrute de viver mais tempo, desencarnou ainda rapaz, com seus vinte e poucos anos.
Toda essa essência do galanteador moço, o malandro nordestino que encanta com seu gingado e com o seu dançar são características de seu Zé Pretinho, modo de suas manifestações, trazendo aquele preceito da boa prosa, da ‘’brincadeira’’ ou da alegria pairando no ar, um guia que se manifesta com mais frequência, fala com todos e pra todos, conhecedor das quizilas, aquele bom malandro da noite entendedor dos mistérios, ele não é Exu e nem baiano, embora nascesse e vivesse nesta terra, Zé Pretinho é Zé Pretinho, gosta da encruzilhada e da alegria do povo da Bahia, Zé Pretinho é conhecido pela sua ousadia.  Foi assim que sua manifestação foi ficando conhecida em todos os cantos do Brasil, porém, levando a frente o nome de seu Zé Pilintra, pouco sendo chamado pelo seu próprio nome de Aruanda.
E assim, surgiram muitas confusões com a verdadeira imagem de seu Zé Pilintra, pessoas foram tomando conhecimento de boca em boca de quem era seu ‘’Zé Pilintra’’ pela essência que trazia seu Zé Pretinho, e infelizmente isso foi sendo acrescentado pelas mentes fantasiosas que transformaram todos esses fatos em inverdades e nas controvérsias mais profundas com a denominação de ‘’malandro’’ e ‘’Zé Pilintra’’, distorcendo tudo, desde a origem da palavra ‘’malandro’’ até outros elementos que envolvem diferentes guias espirituais.
A confusão que fizeram é até considerada compreensível, já que seu Zé Pretinho deixou ser chamado pelo nome de seu Zé Pilintra e se trajava igual ao mesmo (se traja ainda), mas um templo que se aprofunda um pouco mais nas origens das entidades espirituais, acaba descobrindo as incógnitas por trás das cortinas da espiritualidade, com isso fazendo por onde se livrar das confusões e obter muitas respostas.
Zé Pretinho tem este gosto do traje de seu Zé Pilintra e seu Zé Pilintra faz questão dele trajar-se como ele, como um pai que se orgulha do filho por ele admirá-lo e respeitá-lo tanto, mas em muitos locais, onde seu Zé Pretinho é tratado por seu nome, sua vestimenta segue a cor preta ao substituir à vermelha, sendo assim veste-se com o preto e o branco, para não deixar margens a futuras confusões ou controversas, embora, Zé Pretinho como havia dito, não dá importância para as controvérsias  justamente por ser um guia de luz e estar longe dos conceitos humanos.
Zé Pretinho é o menino de Zé Pilintra que o zela como um filho na Aruanda, um guia de confiança que Seu Zé Pilintra acolheu e o colocou em seu caminho para somar essências espirituais. 
‘’Menino cheiroso onde você mora?  
O seu Zé Pretinho vem, por Nossa Senhora!’’ melhor hospedagem
Carlos Pavão (Pai Carlos’Ogum)

Malandro da Calunga


MALANDRO
São raríssimos os médiuns que trabalham com esse malandro. Eles costumam ser sérios durante seus trabalhos e gosta muito de trabalhar para ajudar os humildes e necessitados, fazendo justiça e não gosta de pessoas ambiciosas e arrogantes.
Em vida foi muito amigo das pessoas da alta sociedade, mas só se sentia feliz quando estava nos bares bebendo, onde conquistava todos os tipos de mulheres, mas não se apaixonava por nenhuma. Foi um homem de classe média e todos gostavam muito dele. Infelizmente se perdeu na bebida e nos vícios.
Se apresenta muito elegante, porém é de uma simplicidade muito grande. Morreu muito jovem, mas quando vem para trabalhar é de uma sabedoria muito grande e uma postura de quem viveu muitos anos

Maria Navalha


História de Maria Navalha

Alguns diziam que ela era mulher de vida fácil, porém ela sempre trabalhou muito para sustentar seu irmão doente mental. Trabalhou no cais, nos mais diversos bares, botecos e Bin bocas que já existiu lá fez fama pelo seu temperamento rude e de difícil amizade, talvez, por sua vida humilde.


Logo após nascer seu irmão houve complicações com o parto, vindo a falecer a Mãe, uma mulher doce e dedicada aos seus filhos e marido. O Pai, um militar muito severo, não conformado, rejeita o próprio filho e foi aí que Maria Regina das Dores, mais tarde chamada de Maria Navalha, se pôs: entre o Pai martirizado pela morte de sua amada e um filho que apresentava uma deficiência mental. Tudo isso a coagiu para uma vida de sofrimentos e angústias. Logo depois, o pai também se foi. Morreu de tristeza, pois não suportou a partida de tão doce mulher.


Após seu falecimento, eles tiveram que se mudar para um lugar muito humilde. Então, Maria Navalha, com seus 14 anos, começa entender que a vida para as mulheres na década de 50 não era tão fácil assim.


Trabalhou em casa de família, mas seu jeito meigo logo atraia os olhares maliciosos de Patrões sedentos de desejos e foi por um deles que ela acabou deixando-se seduzir. Com esse patrão, ela compartilhou 10 anos de sua vida, até que um dia ele se foi sem deixar nenhuma notícia. Ela que sempre foi contra a dependência, logo naquele momento voltava para a rua da amargura com seu irmão que sempre estava ao seu lado. Seu desvio mental em nada comprometia o carinho e afeto de irmão e amigo que ela sentia. Foram muitas as noites que ela se pegou chorando, sem ter o que comer, com fome e frio na rua. Até que um dia se mudaram para o porto, de onde sigo com minha história. Não demorou e logo arrumou um emprego de garçonete em um prostíbulo. Ela era tão assediada que as meninas que ali ganhavam sua vida vendendo seu corpo se incomodavam com aquela bela jovem que agora já tinha seus 25 anos.


Em meio as várias pessoas que ali freqüentavam, apareceu, um homem negro, bem trajado, de terno de linho branco e com uma gravata vermelha que deixava um ar de conquistador. Ele, então, pediu uma bebida: “me da uma Bhrama de meia minha querida” – disse aquele homem que tremia os olhares enquanto esperava. Em seguida, sacou de seu bolso um baralho com que ficou a cartear em cima da mesa provocando o olhar de muitos ali naquele local. Não demorou muito, chegou o primeiro querendo saber o que mais do que boa pinta o nobre negro vestido tinha a oferecer. Então, ele tirou seu relógio e disse: “tenho isso”. Era um relógio ainda de corrente, muito bonito por sinal. E foi só com isso que ele depenou os pobres freqüentadores do local. Entre uma rodada e outra, seu olhar se virava para a Maria, doce, bela e bonita e ela correspondia com um sorriso de deboche, ao acabar com quase todos ali presentes e com o bolso cheio de “pataco” ele se levantou, como se é de costume e pediu uma Parati (pinga) para finalizar sua noite. Ele nunca passava das 03:00 da manha. Eram ordens expressas de uma vidente. Então, tomou a Pitu, uma pinga que lhe dava ânimo para chegar a sua morada. Antes de sair, agradeceu à Maria e se foi.
Após algumas horas de sua partida, Maria, cansada por mais um dia de exaustivo trabalho, também foi se embora e ao passar por uma viela escura, um caminho mais curto, próximo a Av. Mem de Sá, se deparou com duas pessoas suspeitas, que tinham um olhar de maldade e cobiça. Nisso, ela apressou seus passos na tentativa de despistar aqueles homens estranhos. Quando ela sem esperar, outro homem a cerca entre as vielas, segura a em seu braço e lhe diz: “olá, bela moça. Vejo que me viu perder tudo que tinha nos bolsos para aquele homem de terno e não quero mais perder, pelo menos quero você agora como uma recompensa pelo pataco perdido. Também vi que dava risada da minha má sorte ao lado daquele negro malandro!”.


Nesse instante, ela correu em direção ao outro lado da viela e lá estavam os dois que a estavam perseguindo. Sentindo–se sem salvação, começou a pedir para São Jorge, seu santo de devoção a quem sempre teve um grande carinho e fé, para que a socorresse. Como em um passe de mágica, mais do que depressa, veio aquele negro todo engomado, cheio de passos bonitos até pra andar e disse: “Boa noite seu moço, você diz que me conhece, tem razão de me conhecer, eu nasci de madrugada antes do dia amanhecer”.


Em seguida, retirou do bolso da sua calça, uma navalha e como se fosse cortar um papel perfura o rosto do perdedor inconformado, que logo sai todo molhado com seu próprio sangue ruim e cheio de ódio. Os dois, mais do que depressa, também resolvem se retirar por medo ou por simplesmente vontade de não estar ali naquele nevoeiro que aumentava cada vez mais, fazendo o pavor crescer ainda mais. Ao se virar, Maria percebeu que a roupa branca do nego malandro estava cheia de sangue, resultado do corte do inimigo que tentara incomodar a bela mulher. Então, num intuito de agradecer ao seu belo herói, ela o convidou para que ele fosse pelo menos amenizar as manchas que estivera em sua nobre roupa e eles, assim, foram conversando, dando muitas risadas e ela cada vez mais seduzida e ele cheio de chamego pela bela moça.


Ao chegar, ele retirou o paletó e ela começou a lavá-lo. Em seguida, deixou-o secar um pouco, porém, não houve sucesso na retirada de toda a mancha e eles começaram a beber.


Ela tinha, não se sabe porquê, uma garrafa de coquinho que serviu a si e ao herói. Ele, cada vez mais sedutor, fazia-a dar altas risadas enquanto o irmão dela roncava em sono pesado, sem imaginar que tinha visita.


De tanto beber, ela acabou adormecendo e ao acordar sentiu algo diferente em si mesma, como se estivesse mais ousada, mais capaz, mas forte. Ao se levantar, o belo homem já tinha ido sem deixar rastro, apenas um bilhete e a navalha em cima como apoio. No bilhete, ele dizia:


“Obrigado por confiar em mim. Essa navalha nos une para todo o sempre e com ela vais cortar a injustiça, a maldade e a mentira. Saiba usar porque seu fio de corte está ligado diretamente ao seu coração saiba separar os bons dos maus e eu estarei sempre ao seu lado”.


Seu olho se encheu de água com a partida do seu eterno herói, sem nem ao menos um beijo de despedida, nada, apenas aquela navalha. Logo ela que demorou tanto para se simpatizar com outro homem, mal isso tinha acontecido e já houve a separação.


Conforme ele disse, ela fez. Sempre que precisava de ajuda, a navalha a ajudava, tanto que os homens e pessoas ruins a apelidaram de Maria Navalha. Não havia quem a não conhecia.
Logo que a vida começou a melhorar, ela comprou um chapéu Panamá de fita vermelha igual ao do seu amado e usava sempre para todo lado que ia. Às vezes, achavam que ela gostava de mulheres, pois fazia uma cara de mau e brigava como um homem, mas na verdade ela sempre esperava um dia poder reencontrar seu grande amor.

PONTO CANTADO

“Quem foi que disse que mulher não briga bem
Quem foi que disse que mulher tem que chorar
Eu firmo meu ponto na folha da Marambaia
Corto demanda na Umbanda
Me chamam Maria Navalha”